Por Cacofonias e Roberto

No princípio, Deus criou o céu e a terra. Mas, repare o seguinte, caro leitor: no princípio, Deus era só um, não se menciona nada de Trindade, não se fala em Espírito Santo, Jesus. Ou seja, as Escrituras Sagradas nos ensinam que, para começar, é melhor que se seja só um mesmo, ainda que você seja três. Aí está o problema, somos dois os autores desse blog e, diferente do nosso nobre amigo Deus, nenhum queria começar. Roberto dizia: “vai você, Cacofonias” e Cacofonias dizia: “Melhor você, Roberto.”. Fizemos pedra, papel e tesoura: os dois colocaram pedra. Tentamos cara ou coroa, a moeda caiu no bueiro. Combinamos “quem for do time melhor colocado no Brasileirão, começa!”, mas os dois torcemos para o Vasco. Ao final, contratamos um ghost writer para escrever nosso primeiro texto que é este que você lê agora, escrito na primeira pessoa do plural para parecer que foi escrito pelos dois.

O segundo problema que tínhamos pela frente é que se trata de um blog de humor e, um blog de humor, espera-se que comece com uma piada. Pensamos, então, em qual seria nossa piada inaugural, pois a primeira piada não pode ser uma piada qualquer. Cacofonias era favorável ao clássico, achava que a primeira piada deveria ser algo que retomasse a tradição dos trocadilhos com pavê. Roberto queria algo moderno, com Jesus e os apóstolos na fila de espera de uma mesa do Outback. Cacofonias achou por bem que fosse algo realista, uma piada com pessoas comendo macumba e que, ao mesmo tempo, denunciasse a família Sarney. Roberto queria um humor nonsense, com homens que compram papagaios mortos em um petshop ou com um mundo onde o suco de limão pareça de laranja, mas tenha gosto de tamarindo. Cacofonias evocou que a primeira piada fosse erudita, narrada em primeira pessoa por um finado chamado Brás Cubas. Já Roberto queria que a primeira piada fosse feita através de um meme sem qualquer respeito à gramática portuguesa e que terminasse com um desenho em preto e branco do Trollface. Depois de tantas discordâncias, concordamos que esta coisa de blog de humor engraçado e com piadas está demasiadamente batida. Decidimos deixar sem piadas mesmo e inaugurar um humor sério (não confunda com sem graça) daqueles que não se tem nada para rir, embora pudesse ser muito engraçado caso quisesse e fosse conveniente.

Aí está! Este, leitor, é nosso primeiro texto. Agora, Roberto, fique à vontade para escrever o segundo.
Não, escreva você!
Claro que não, faço questão, escreva você.
Não, você. Eu escrevi mais nesse primeiro.
Mas não foi o ghost writer?
Mas eu paguei mais.
Por isso, escreva você!
Não! Seja maduro, você.
Você!
Vamos decidir numa aposta, então. Quem cuspir mais longe, vence.
Ok, valendo!

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Minuto de Silêncio

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